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  Aterramento


Os resistores de aterramento são utilizados em sistemas elétricos com a finalidade de limitar a corrente de falta fase-terra a um valor que não danifique os equipamentos, que não venha a causar acidentes pessoais e ainda permitam que o fluxo de corrente existente seja capaz de fazer atuar os relés de proteção, desligando o sistema, limpando a falta.



OS SISTEMAS PODEM SER ATERRADOS OU NÃO ATERRADOS

- ATERRADO: Aquele no qual pelo menos um ponto do sistema ou um condutor é intencionalmente conectado à terra, mantendo-se assim ao mesmo potencial elétrico.

Podem ser:

- Solidamente aterrado


- Aterrado através de um reator
Existe uma impedância de caráter predominantemente reativo, entre o neutro e a terra.


- Aterrado através de um resistor

É inserido entre o neutro e a terra um elemento resistivo. Dessa forma passa a existir entre o neutro e a terra uma impedância predominantemente resistiva.


- Aterramento através de um transformador
O transformador, onde também predomina uma impedância reativa, proporciona o ponto neutro(conexão estrela) por onde se efetivará o aterramento.


- Aterramento através de indutor (Bobina de Petersen)

É uma bobina (reatância indutiva) previamente calculada que proporciona uma corrente indutiva de neutro que anula a corrente capacitiva circulante eliminando-se dessa forma o arco elétrico.


- NÃO ATERRADO: É o sistema sem nenhuma ligação intencional à terra.

Cada concepção de aterramento tem seus prós e contras. De como será feito o aterramento dependerá de uma análise e conhecimento do sistema elétrico a ser operado e da percepção dos seguintes aspectos:

a) Intensidade da corrente de falta
Como qualquer corrente, sua circulação trás consigo fenômenos de aquecimento em virtude das perdas por efeito Joule que aí ocorrem ( p = R.i²) e, fenômenos de natureza magnetostritiva nos barramentos e condutores com apresentação de deformações. Ambos os fenômenos são tanto mais críticos, quanto maior a corrente.
Cabe, portanto, ao resistor limitar a corrente de falta de forma a reduzir os efeitos no ponto ou sistema percorrido por essa corrente.

b) Transientes de sobretensão
A grandeza dos transientes de sobretensão depende basicamente do tipo de aterramento.

È importante salientar que estes transientes podem, porém, tornar a falta ocorrida ainda mais crítica, ampliando provavelmente o defeito. Assim, sua limitação a valores baixos é uma preocupação que trará benefícios às próprias condições de segurança do sistema.

c) Proteção por releamento
Utilizando, relés de proteção no sistema de aterramento a sua atuação, logicamente, virá determinada por suas características de operação. Consequentemente conhece-se no circuito em que condições os relés devem atuar e, qual coordenação e seletividade deve existir entre eles.

DIMENSIONAMENTO DO RESISTOR

Em geral os resistores de aterramento são projetados para conduzir correntes por tempo limitado que na maioria dos casos, em função do sistema de proteção, utiliza-se o valor de 10 segundos.
O cálculo então, a ser feito, depende da tensão fase-neutro do sistema, da resistividade do material que será utilizado, da temperatura de trabalho desejada, do coeficiente de temperatura do material do resistor etc.
Tudo isso nos levará a um dimensionamento preciso para absorver a energia durante o tempo de circulação da corrente.

ENSAIOS

Como todos os equipamentos elétricos, os resistores devem passar por uma série de ensaios ,muito bem definidos pela norma ANSI/IEEE std 32-1972 (Reaffirmed 1990).
Essa norma estabelece os valores e limites a serem seguidos pelos fabricantes na fabricação e que serão, então, confirmados posteriormente durante os ensaios e testes na fábrica ou no campo.

Para os resistores são feitos ensaios de rotina e, além dos ensaios
1- verificação do nível de isolação
2- tensão aplicada sob freqüência industrial durante um minuto
3- verificação da elevação de temperatura através de cálculo pela equação 17 do IEEE

são ainda feitos:
4- medição da resistência ôhmica de isolamento do resistor
5- medição da espessura da camada de pintura
6- verificação da aderência da tinta utilizada na pintura
7- verificação da aparência visual
8- verificação dimensional
9- verificação dos dados da placa de identificação

 
     
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